




São 2:47 da manhã e lá se encontra ela, trancada e jogada em um canto qualquer do banheiro depois de ter fracassado novamente […] Em lágrimas ela analisa o quão longe foi capaz de ir para tentar aliviar a dor que sentia. Sangue ao seu redor. Marcas pelo corpo todo, muitas delas, profundas. Ela sentia a dor dos cortes e era essa dor que a fazia esquecer, mesmo que, só por alguns instantes, tudo que estava ferindo seu coração. Haviam pessoas que se importavam, mas no momento em que ela pega aquele objeto na mão só consegue pensar naqueles que de alguma forma, a fizeram sofrer ou a jogaram pra baixo. É como uma droga. Um vicio idiota. Um ciclo que insiste em se repetir. Ela sabia que não estava bem, pois, com o tempo, por muitas vezes, cortes surgiam só pelo simples prazer em sentir dor. Uma briguinha, uma discussão e até mesmo algo que não saiu como esperado era motivo para tamanho ato. Os cortes estavam cada dia mais profundos. Começou com um, mas a medida que passava isso ia aumentando, quando se deu conta era 10 por dia e isso se tornou pouco. Muitas vezes, promessas foram quebras e lágrimas derrubadas. A tentativa de parar se tornava mais difícil e complicada a cada dia que passava, a cada corte que em si ela dava. […] eram 2:47 da manhã e naquele momento, entre sangue e com cortes por todo o corpo ela deu um fim aquilo tudo e com a sua vida acabou. wiskycomredbull

Se me perguntassem qual foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida, eu diria o seu nome. (cartasparaela)

E por mais que doa, sorria. Não dê aos invejosos o prazer de te ver sofrendo.
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